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Afinal, a fase da lua não influencia os partos

Na próxima quarta-feira, 2 de Maio, há Lua cheia e segundo a opinião popular deveria multiplicar-se o número de partos, no entanto, como sucede com outras tantas crenças, os cientistas não lhe dão crédito.

Desde a antiguidade, os humanos acharam que as fases da Lua possuem uma grande influência sobre a biologia da mulher, de facto não parece casual que a palavra «menstruação» signifique «mudança de Lua» em latim, segundo um estudo elaborado pela Universidade de Castela-A Mancha sobre a relação entre o número de partos e os ciclos lunares.

Francisco García Alcaraz, professor de Enfermaria dessa universidade e um dos autores da investigação, explicou à Efe que, após analisar os casos de todas as gestantes que chegaram ao Hospital Geral de Albacete entre o dia 15 de Junho de 1998 e o dia 14 de Junho de 1999, chegaram à conclusão que não existia nenhuma relação entre estes e a fase da Lua.

O número de partos, num total de 2.269, foi similar nas quatro fases e, em todo o caso, diminuiu ligeiramente na Lua cheia e aumentou com na nova.

Da mesma maneira concluiu um trabalho estatístico realizado pela Associação Leonesa de Astronomia em colaboração com o Hospital de Leão, no qual se analisaram 13.125 nascimentos, entre 1997 e 2003.

Ricardo Chao, astrónomo e um dos autores desse trabalho, explicou à Efe que utilizando a fórmula da gravidade de Newton é «lógico» pensar que as pessoas que rodeiam a grávida influeciam mais o feto que o satélite terrestre.

Chao disse que a crença popular pôde surgir de maneira similar àquela segundo a qual os lobos uiva  à Lua quando está cheia.

O astrónomo explicou que esta ideia surgiu, porque séculos atrás, mesmo que os lobos uivassem sempre, as pessoas só os podiam escutar quando a luz da Lua cheia lhes permitia sair ao monte de noite.

No entanto, ainda está muito espalhada no mundo rural a ideia que os animais do campo, como as vacas, preferem parir em noites de plenilúnio.

A crença popular vai além, e ainda pode escutar-se o dito «se se pare em quarto-crescente, o próximo filho será diferente e se nasce em quarto minguante, igualmente», segundo o qual a Lua além disso teria a capacidade de influir no sexo dos que nem sequer foram concebidos.

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