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Pirataria: Cortar acesso à Net não resolve problema

Cortar o acesso à Internet a quem faz download ilegal de ficheiros não resolve o problema da pirataria defende o presidente executivo da British Telecom.
Carlos Abreu (www.expresso.pt)
O presidente executivo da British Telecom discorda que o acesso à Internet seja suspenso para todos aqueles que realizem download ilegal de ficheiros tal como prevê uma proposta de alteração à lei da economia digital em debate no Reino Unido, noticia a BBC .


Para Ian Livingston quem partilha ficheiros de forma irregular deverá ser multado, revertendo a receita das coimas para as indústrias criativas ou para financiar o acesso à banda larga no reino de sua majestade. Caso contrário, argumenta, estaremos a violar um direito natural.

"Se alguém for acusado deverá ser multado, tal como acontece com quem é apanhado em excesso de velocidade", declarou à BBC.

"Os prevaricadores deverão poder recorrer, mas se não o fizerem terão de pagar a multa", acrescentou Livingston garantindo que desta forma não serão penalizadas famílias inteiras pela atitude de um dos seus membros.

O principal responsável pela maior empresa de telecomunicações britânica junta a sua voz à de empresas como a Google, Facebook e Yahoo que através de uma carta aberta publicada no "Financial Times " alertaram os deputados para os efeitos de tais alterações à lei da economia digital.
Lei francesa não trava pirataria

Em França, onde a polémica lei Hadopi, aprovada em Setembro, já prevê que o acesso seja cortado para quem infrinja os direitos de autor, o download ilegal cresceu 3%.

Um estudo da Universidade de Rennes (Bretanha) mostra ainda que os piratas trocaram as redes P2P - usadas agora por 15% dos internautas - por sites onde é possível arquivar ficheiros e descarrega-los directamente, como o Rapidshare . Estão também a recorrer, cada vez mais, a serviços de streaming , que permitem ver filmes ou ouvir música em tempo real através da Net.

Expresso

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